Via Total: como funciona o processo com advogado parceiro
Publicado a 16/10/2026 · Prazos legais verificados a 14/10/2026
A Via Portugal não é um escritório de advogados; os atos reservados são praticados por advogado parceiro.
Há quem queira tratar sozinho do visto ou da nacionalidade, com um mapa e alguém a quem perguntar. Para isso existe a Via Solo. E há quem prefira que seja um advogado a conduzir o processo. Para isso existe a Via Total. Este artigo explica o que acontece em cada passo, quem faz o quê, e o que nenhum de nós controla.
O que é a Via Total?
A Via Total é a forma de fazer o teu processo de imigração ou de nacionalidade com um advogado parceiro a conduzi-lo. A Via Portugal recebe o teu pedido, organiza a informação, apresenta-te ao advogado e acompanha-te no apoio administrativo. O advogado pratica os atos que a lei lhe reserva, e a decisão é sempre da entidade oficial.
A Via Total não é a versão melhorada da Via Solo. As duas fazem o mesmo caminho; muda quem conduz. Na Via Total, quem conduz o processo é um advogado inscrito na Ordem dos Advogados.
Quem faz o quê na Via Total?
Tu dás a informação e os documentos que só tu tens. A Via Portugal recebe o pedido, organiza a informação, apresenta-te ao advogado parceiro e dá apoio administrativo e acompanhamento. O advogado parceiro avalia o caso e pratica os atos que a lei lhe reserva. A entidade oficial decide.
- Tu: Respondes às perguntas, reúnes os documentos pessoais e, se decidires avançar, aceitas a proposta e assinas a procuração a favor do advogado parceiro.
- Via Portugal: Recebe o pedido, recolhe a informação de base, envia-te a proposta escrita, passa o processo ao advogado parceiro, organiza a documentação contigo e mantém-te a par de cada passo.
- Advogado parceiro: Avalia o caso e, com a tua procuração, conduz o processo e pratica os atos reservados. Os honorários são dele e aparecem separados na proposta.
- Entidade oficial: Decide. Conforme o processo, é o posto consular (visto), a AIMA (autorização de residência) ou, na naturalização, o Ministro da Justiça.
A AIMA é a entidade a quem se pede a autorização de residência (Lei n.º 23/2007, art. 81.º, n.º 1). Na naturalização, quem decide é o Ministro da Justiça (Lei da Nacionalidade, art. 7.º, n.º 1). Ambas as normas foram lidas no Diário da República a 13 e 14 de outubro de 2026.
Como funciona a Via Total, passo a passo?
Em seis passos: fazes a verificação gratuita, pedes uma proposta da Via Total, falas com a Via Portugal para organizar a informação, recebes a proposta por escrito e, se a aceitares, um advogado parceiro conduz o processo, com o nosso apoio administrativo, até à decisão da entidade oficial.
1. Verificação gratuita. É opcional, mas poupa tempo a toda a gente. Respondes a algumas perguntas em app.viaportugal.agency e vês se as tuas respostas coincidem com os requisitos publicados, com a lei em vigor. Não é uma avaliação jurídica, e o resultado aparece na mesma quando é «ainda não».
2. Pedido de proposta. Preenches o formulário «Pedir proposta» da Via Total. O formulário pede o teu consentimento para o tratamento dos dados, segundo o RGPD, e avisa-te de que, se avançares, os dados são partilhados com o advogado parceiro, com a tua autorização explícita nessa altura.
3. Primeira conversa com a Via Portugal. Perguntamos factos: que via te interessa, de onde vens, onde estás, que documentos já tens e que datas pessoais pesam. Nesta conversa não avaliamos a tua situação jurídica. Isso é trabalho do advogado.
4. Proposta por escrito. Antes de pagares, recebes uma proposta por escrito com o que está incluído, quem faz cada passo e os valores, com os honorários do advogado separados dos serviços da Via Portugal. Decides tu se avanças.
5. O advogado conduz o processo. Com a tua procuração, o advogado parceiro avalia o caso e pratica os atos que a lei lhe reserva. A Via Portugal fica contigo no apoio administrativo: organizar a documentação, lembrar o que falta e manter-te a par.
6. Decisão. Quem decide é a entidade oficial. Não a controlamos, nem nós nem o advogado.
Porque é que a Via Portugal não pratica atos jurídicos?
Porque a lei os reserva. A Lei n.º 10/2024, de 19 de janeiro, define os atos próprios de advogados e de solicitadores (art. 4.º), e a Via Portugal não é uma coisa nem outra. Na Via Total, esses atos são praticados pelo advogado parceiro. A Via Portugal faz o que lhe cabe: informar, organizar, apresentar e acompanhar.
Esta fronteira protege-te. Se uma empresa que não é escritório de advogados te prometer aconselhamento jurídico, pergunta o nome do advogado e o número de inscrição na Ordem.
Quanto custa a Via Total?
Depende do processo. A Via Total não tem preço de tabela: depois da primeira conversa, e antes de pagares, recebes uma proposta por escrito, com os honorários do advogado parceiro separados dos serviços da Via Portugal. As taxas oficiais, como os emolumentos da nacionalidade, pagam-se à parte e não dependem de nós.
A regra que seguimos pode confirmar-se em qualquer página: mostramos preço onde controlamos o custo, e onde entra advogado o preço vem depois de conhecermos o pedido. Um exemplo de taxa oficial, para teres a ordem de grandeza: no pedido de nacionalidade, o Regulamento Emolumentar dos Registos e Notariado fixa 175 € para a atribuição a maior, 250 € para a aquisição por vontade, adoção ou naturalização de maior, e 200 € quando o ato é referente a incapaz (art. 18.º, lido na versão consolidada do Diário da República a 13 de outubro de 2026).
Quanto tempo demora um processo na Via Total?
Não prometemos prazos, porque a decisão é da entidade oficial. O que existe são prazos que a lei fixa para algumas decisões: 60 dias para o visto de residência, 90 dias, prorrogáveis por 30, para a autorização de residência, e nove meses para o reagrupamento familiar. São prazos legais, não promessas.
As três normas são da Lei n.º 23/2007, lida na versão consolidada do Diário da República a 14 de outubro de 2026, já com a Lei n.º 62/2026: art. 58.º, n.º 4 (visto de residência), art. 82.º, n.º 5 (autorização de residência) e art. 105.º, n.º 1 (reagrupamento familiar).
Via Total ou Via Solo: qual escolher?
Escolhe a Via Solo se tens tempo, um processo com poucas peças e preferes conduzir tu, com guias e apoio. Escolhe a Via Total se o processo tem mais peças, se tens pouco tempo ou se queres um advogado a responder pelos atos jurídicos. Se não sabes, começa pela verificação gratuita: é para isso que ela existe.
As duas vias aparecem sempre lado a lado, sem escada de preço, porque não são níveis.
Pedir proposta da Via Total · Os dados que deixares no formulário são tratados segundo a política de privacidade da Via Portugal (RGPD). Fazer a verificação gratuita
Perguntas frequentes
A Via Portugal é um escritório de advogados?
Não. A Via Portugal é intermediário e facilitador. Na Via Total, os atos reservados são praticados por advogado parceiro, inscrito na Ordem dos Advogados e independente da Via Portugal. A Via Portugal informa, organiza, apresenta e acompanha.
Quem é o advogado parceiro?
É um advogado inscrito na Ordem dos Advogados com quem a Via Portugal trabalha. O advogado é apresentado com a contratação, com nome e cédula profissional que podes confirmar junto da Ordem. A procuração é tua a favor do advogado, nunca da Via Portugal.
A Via Total assegura que o pedido é aprovado?
Não. Nenhuma empresa e nenhum advogado podem prometer uma decisão que pertence a uma entidade oficial. O que fica escrito, antes de pagares, é quem faz cada passo e quanto custa a parte que depende de nós e do advogado.
Os meus dados são partilhados com o advogado parceiro?
Só se avançares, e só para tratar do teu pedido. O formulário avisa-te disso, e a autorização explícita para a partilha é-te pedida no momento em que o processo passa para o advogado. Os dados são tratados segundo a política de privacidade da Via Portugal, ao abrigo do RGPD.
Informação geral, não é aconselhamento sobre o teu caso.
Via Portugal. Verificamos primeiro.
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